Setembro Amarelo: como lidar com os sinais de alerta

De acordo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 40 segundos uma pessoa morre por suicídio no mundo e cerca de 800 mil a cada ano, sendo considerada a 14ª maior causa de morte. Esses dados alarmantes levam à grande necessidade de conscientização da população para que mais casos possam ser evitados, principalmente quando não há o diagnóstico de depressão e nem acompanhamento profissional.

Pensando nisso, desde 2015, setembro é o mês dedicado à causa, com atividades e debates por todos o país. E, para ajudar ainda mais nessa prevenção, a professora Leidiany Cristina da Silva, do curso de Psicologia da Wyden Educacional, dá dicas de como lidar com sinais de alerta.

1 - Quebre tabus 

Internalizar o discurso de que “quem quer se matar não fala, faz” é um erro comum que deve ser corrigido em tempos de números crescentes de suicídio que estamos vivendo. O comportamento de uma pessoa em vulnerabilidade mental tem múltiplas determinações e acaba sendo diferente em cada caso. Segundo a professora, o primeiro passo para ajudar quem necessita é ter a mente aberta e quebrar tabus para o assunto. 

2 - Fique atento aos fatores de risco 

A psicóloga afirma que estar atento a alguns fatores como aparecimento ou agravamento de conduta, verbalizações, ideações suicidas, isolamento, é fundamental para encontrar a melhor forma de ajuda. 

3 - Ofereça apoio

Demonstrar apoio e promover contextos para falar sobre o assunto é tão importante quanto a ajuda profissional. Para a professora, é preciso oferecer suporte afetivo e emocional, além de compreender e enxergar que pessoa com sinais de alerta é um ser singular e pode apresentar inúmeras motivações para tal comportamento.