Mutirão no NPJ busca resolver questões familiares por meio de conciliação

Mutirão no NPJ busca resolver questões familiares por meio de conciliação

A desjudicialização, como já foi dito por várias entidades do Direito, é um caminho sem volta, porque dá o acesso à Justiça sem que, necessariamente, seja preciso a atuação de um juiz para que haja um consenso ou um acordo entre as partes, o que acelera o processo como um todo. Por conta disso, o Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) da Faculdade Faci | Wyden promoveu, nos dias 23 e 24 de abril, uma programação toda voltada ao tema, com palestras e mutirão de atendimento, tudo dentro dos ambientes da instituição, e em parceria com órgãos como Defensoria Pública do Estado, Ministério Público do Estado do Pará (MP-PA) e Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA).

Aluna do 8º semestre, Elisangela Alves foi uma das estudantes que participou do atendimento ao público, e lidou principalmente com situações de divórcio onde havia consenso entre os cônjuges. "É muito importante um momento como esse para quem ainda está na academia, porque é essa prática que nos leva à realidade da profissão", avaliou. "E é importante também estar com quem não tem condições de arcar com os custos desse tipo de atuação, nós vamos vivenciando e a realidade deles enriquece a gente", reconheceu a aluna.

Os autônomos Maria Adriana Moraes e Daniel Silva Lima buscaram a Defensoria para formalizar o divórcio e foram encaminhados ao NPJ para concluir o trâmite no dia 24. Tranquilos, eles destacaram o quanto não tiveram dificuldades em concretizar a separação de forma legal. "Acho que o que mais surpreendeu a gente foi isso: a rapidez e o fato de que não precisamos nos estressar com nada", elogiou Adriana.

Professora líder do NPJ, Andreia Pinto contou que principalmente as situações ligadas ao Direito Familiar (divórcio, pensão, guarda, visitas, etc) foram atendidas durante o mutirão. Pelo menos 30 estudantes. do 7º ao 10º semestre. realizaram os atendimentos assistidos por professores ou defensores e promotores. Estudantes que começaram o curso há pouco tempo e ainda estão no 2º ou 3º semestre puderam também acompanhar as atividades.

"Uma coisa é estar na teoria, ouvir as experiências de quem passou, outra coisa é ter a prática, que inclusive vai ajudando a definir qual a área de atuação que será escolhida futuramente", explica a docente e advogada. "Todo o foco é a desjudicialização, evitar que vire um.processo, e por aqui esses mutirões devem se repetir pelo menos uma vez por semestre", adiantou Andreia.

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