Educação e saúde: profissões em alta

Estudo feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aponta áreas de saúde e educação como profissões do futuro

Uma projeção feita pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), intitulada “0 Futuro do Trabalho na América Latina”, aponta que o Brasil precisará de quase 10 milhões de profissionais nas áreas de Educação e Saúde até 2040. O segundo estudo da série identificou a necessidade de 4 milhões de professores, 1 milhão de médicos e 4,5 milhões de enfermeiros nos próximos 20 anos. O cenário se dá em função do crescimento do emprego em ocupações sociais no Brasil que acelerou, acentuadamente, desde 1990, atingindo 9% do emprego total em 2010, segundo o estudo. A capacidade de interagir com a tecnologia bem como as habilidades sociais, como a capacidade de trabalhar em equipe e gerar confiança, são os desafios para esses segmentos.

“Identificamos, ainda na criação do curso de Enfermagem, essa necessidade por profissionais que extrapolem a qualidade e capacidade técnica, que tenham uma visão mais empreendedora da própria carreira e que estejam habilitados para o relacionamento interpessoal”, afirma a professora da faculdade Martha Falcão | Wyden, Mara Rezende, responsável pelos cursos de Saúde da instituição.

O crescimento dessas profissões é atribuído pelo BID à dificuldade para automatizar as atividades feitas por seus profissionais, ao envelhecimento populacional e ao potencial de aumento de matrículas no sistema educacional. A graduação de Bacharel em Enfermagem da faculdade Martha Falcão | Wyden, por exemplo, iniciou em fevereiro de 2018, integrando o núcleo de Saúde da instituição composto pelas áreas de Psicologia, Nutrição, Fisioterapia e Terapia Ocupacional e hoje éumdos mais concorridos. O resultado encontrado pelo estudo do BID levou em consideração variáveis como dados da população em idade de estudar e número de crianças por professor, no caso da Educação e, a proporção de médicos em relação à população de idosos que existirá nas próximas décadas. O estudo abrangeu dados de censos populacionais e habitacionais de ó países: Brasil, Chile, Equador, México, Panamá e Paraguai, entre 1970 e 2010.