Gerenciamento de Mudança: especialista dá dicas de como tornar o caminho menos ‘dolorido’

Organizações não mudam, quem muda são as pessoas. O pensamento que é uma espécie e senso comum do mundo corporativo ainda é um desafio nos dias de hoje. Seja por que as pessoas estão passando por processos de adaptação constante em um mundo onde a velocidade das transformações podem ocasionar quadros de ansiedade e depressão, seja por conta da falta de planejamento e gerenciamento da ação.

Automação, indústria 4.0, gestão da informação em tempo hábil, tudo isso faz parte do universo de mudança em uma organização e que, por conseguinte, acaba interferindo em mudanças de postura dos colaboradores. Daí advém o grande desafio: de que forma nós lidamos com ela? “A mudança não é boa ou má, o fato depende de que forma eu dou significado a elas? De que forma eu aproveito essas informações sobre o contexto atual, aproveito o conhecimento que tenho e gero mudanças? Isso cabe para qualquer aspecto da vida seja pessoal, profissional, familiar”, afirma a consultora de Gestão da Qualidade e Empreendedorismo, Alessandra Moreno.

Partir do controle e motivação sobre fatores internos ao ser humano para alcançar os objetivos externos foi o tema trabalhado na oficina “Gerenciamento de Mudanças”, ministrada para os alunos dos cursos de MBA da faculdade Martha Falcão | Wyden. Por meio de dinâmicas, eles passaram a entender o processo de evolução e como ele se dá em etapas. A partir disso, pode-se dominar as variáveis e garantir uma adaptação e desenvolvimento sem dor.

“As mudanças mexem com as emoções, não tem como dissociarmos delas. Como não fomos preparados para lidar com as transformações, nos apegamos à zona de conforto como forma de segurança”

explica Moreno, que também atua como instrutora de Empreendedorismo Juvenil, nos Projetos Decolar e Jovem empreendedor.

No entanto, quando o ser humano passa a compreender o processo como possibilidade de novas práticas e novas soluções, o processo tende a fluir de forma mais natural. É aí que entra o gerenciamento de mudanças como ferramenta capaz de ajudar os colaboradores a entender, comprometer-se e aceitar mudanças em seus ambientes. Isso porque a Gestão de Mudanças torna os colaboradores conscientes de que a transformação tem uma razão de ser. Com isso, é possível que todos aceitem e ofereçam suporte para executar as mudanças necessárias.

Nesse contexto, manter o equilíbrio por meio de atividades que lhe dêem satisfação pessoal, os chamados hobbies, é um dos gatilhos para não se perder em “momentos de estresse” durante o processo. Para isso é preciso proatividade.  Além disso, é preciso identificar quais são as causas da sua resistência, se tem a ver com medo, preguiça, insegurança ou apenas a resistência pela resistência. Olhar para as possíveis vantagens da mudança ajuda.  

Outra dica é manter-se atualizado com informações, leitura, para poder perceber rápido as transformação e se planejar: você pode esperar por ela ou participar dela.  Entenda o que te motiva – um sonho, uma viagem, a casa própria – e foque o pensamento na realização.

O gerenciamento individual de mudanças requer a compreensão de como as pessoas experimentam mudanças e o que elas precisam mudar com sucesso. Também requer saber o que ajudará as pessoas a fazerem uma transição bem-sucedida: que mensagens as pessoas precisam ouvir quando e de quem, quando é a melhor oportunidade para ensinar uma nova habilidade a alguém, como orientar pessoas a demonstrar novos comportamentos e o que gera mudanças no trabalho de alguém. O gerenciamento individual de mudanças baseia-se em disciplinas como psicologia e neurociência para aplicar estruturas acionáveis à mudança individual.

“Todos temos metas na vida e casar isso com o meu dia a dia profissional requer que isso esteja registrado, planejado, com um cronograma. Senão estivermos dispostos a gerenciar nossa zona de conforto, não saberemos como sair dela”, explica a especialista.