Mesa-redonda sobre depressão

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2020 a depressão será a doença mais incapacitante do mundo e que no Brasil, 5,8% da população sofre com esse problema; a maior prevalência na América Latina. Esses são dados de relatório divulgado em 2017. Tendo em vista a relevância de se debater e esclarecer sobre saúde mental, o curso de Psicologia realizou no dia 11 de abril, no campus Bezerra de Menezes do Centro Universitário Unifanor | Wyden, mesa-redonda sobre depressão. Na ocasião, também houve o lançamento do livro “Com Tato: caos, cura e construção”, de autoria de Rebeca Almeida.
 
Antonio Secundo dos Santos, membro-fundador do Corpo Freudiano de Fortaleza, foi um dos profissionais que compôs a mesa-redonda. O psicanalista relembrou a importância da escuta, já realizada dede a época de Freud e afirmou que todas as pessoas se deprimem em algum momento da vida. Ele também fez a plateia refletir sobre a consciência da finitude. A psicóloga Andyslene Fernandes, residente em urgência e emergência pela Escola de Saúde Pública do Estado do Ceará, compartilhou experiências acerca da realidade prática em um hospital na cidade de Fortaleza, no atendimento a pessoas que chegam com diagnóstico de depressão. Diana Gurgel, psicóloga, falou sobre a experiência profissional em clínica psicoterápica no atendimento a pacientes depressivos, apresentando a utilidade dos recursos interventivos que utiliza. A autora do livro “Com Tato: caos, cura e construção”, Rebeca Almeida, explicou como ocorreu o processo de criação da obra de autoria dela, que apresenta texto e imagens sensíveis e é fruto de experiência pessoal com depressão, enfatizando o quanto foi importante o contato consigo mesma. As pessoas presentes tiveram a oportunidade de dialogarem com os integrantes da mesa-redonda.
 
Depoimentos:

“É de grande importância um momento como esse. Proporcionar um espaço de visões diferentes sobre o mesmo tema enriquece o debate e possibilita aprendizado, que soma ao cotidiano acadêmico. São experiências únicas. ” Willams Rodrigues, aluno do curso de Psicologia Unifanor | Wyden.

“A partir do olhar do paciente e de diferentes olhares da clínica psicológica foi possível construir um diálogo sobre o contexto da depressão, o atendimento do deprimido no viés clínico e institucional, e mais do que isso um momento para enfatizar a necessidade de aposta na potência subjetiva de cada ser humano. A riqueza da técnica psicológica bem como o valor da sublimação por parte do paciente foi o mote que enriqueceu a tarde que finalizou com a ênfase na dor e delícia de ser quem se é.”, Profa. Liliany Loureiro, docente do curso de Psicologia Unifanor | Wyden.
 
“A descrição dos meros sintomas que estamos tão habituados a relacionar com a depressão, hoje, não explicaram a dor de viver a depressão, com depressão. Rebeca transformou toda dor em palavras, em devaneios. Sua “cura” se materializou na arte, com tato. As vivências de uma residente no hospital perpassam a vida e a morte, ter a tarefa de propiciar a vida, onde muitas vezes, a esperança chega ao fim. Ver vida pelas variadas óticas da psicologia, sim, ver e viver a vida com depressão. Reinventar formas de ver e viver o mundo. Um mundo preto e branco. A psicologia pode dar um lápis que dê cor. A cor mais adequada ou ideal para cada paciente. Tudo isso por via da transferência, da criatividade e do processo analítico. Processo em que o paciente é ativo e atuante. Afinal, assim como foi mencionado pelo psicanalista Antonio Segundo sobre o livro Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa, onde menciona que viver é perigoso!! Resta-nos colorir conforme as cores que nos inspiram.” Teresinha Severiano, aluna do curso de Psicologia Unifanor | Wyden.