Conheça os benefícios do abraço

Os abraços são bem mais do que apenas saudações amigáveis, eles demonstram ser impulsionadores de uma boa saúde.
Em 2015 Cohen e colaboradores realizaram um experimento com 404 pessoas que relatavam estar altamente estressadas. Essas pessoas foram infectadas por um vírus simples onde desenvolveram resfriado. Dividiram o número de participantes infectados pelo vírus em dois grupos, A e B, onde o Grupo A recebeu abraços diários, de pessoas diferentes, por duas semanas, enquanto o Grupo B, apenas era monitorado quanto aos sintomas da infecção e evolução da doença. Ao final de duas semanas, 32% dos participantes do Grupo A (que recebeu abraços diários) estavam bem melhores quanto a evolução da doença, quando comparado ao Grupo B, e interessantemente a percepção do estresse deste Grupo A (que recebeu abraços) havia diminuido.
E os benefícios do abraço não param por aí. Em 2005, Light e seus colaboradores demonstraram a efetividade dos abraços entre casais, que levou ao aumento do nível de oxitocina, ocasionando menor pressão arterial e frequência cardíaca. A ocitocina tem sido de grande interesse para os neurocientistas desde a década de 1970, quando os estudos começaram a mostrar que ela poderia impulsionar o comportamento maternal e o apego social em várias espécies. Seu envolvimento em uma série de comportamentos sociais, incluindo a monogamia em ratos, o vínculo mãe-bebê em ovelhas e até a confiança entre os seres humanos, ganhou uma reputação de "hormônio do abraço".
Recentemente, uma dissertação de mestrado da USP (2017) descreveu os diversos papéis da ocitocina como: promover interação social, estar presente no comportamento materno, sexual e interpessoal, além de também estar fortemente envolvida nos processos de Memória e Aprendizagem.
Desta forma, a neurociência confirma: o ABRAÇO se torna um grande aliado no Sistema Imunológico, Sistema Cardiovascular, na Redução na Percepção do Estresse, melhora a Relação Interpessoal e Afeto. Para os estudantes de plantão, fica a dica: ABRAÇAR ajuda na liberação de hormônios envolvidos nos Processos de Memória e Aprendizagem.

Giuliano Gonçalves, Mestre em Anatomia Humana, Fisioterapeuta e Profº do curso de Fisioterapia do UniMetrocamp

Fontes:
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4323947/
https://www.nature.com/news/neuroscience-the-hard-science-of-oxytocin-1.17813
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47135/tde-25072017-172834/pt-br.php 

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