Pesquisa brasileira revela perfil de interesse em Resident Evil 2

Escrito por: RICARDO ANDRETTO, disponível em: REVIL.

Uma pesquisa desenvolvida pelo estudante de publicidade e propaganda, Iallan Sebastião da Silva, do Centro Universitário Unifavip Wyden (Pernambuco), revelou o perfil de consumo dos jogadores que se interessaram ou que adquiriram Resident Evil 2 no Brasil e em algumas regiões do mundo. O trabalho foi desenvolvido para conclusão de curso, contou com orientação do Profº. Francisco Santana e apoio do site REVIL durante o período de levantamento de dados.

No Brasil, a maior parte dos que responderam a um questionário disponibilizado pelo autor diz ser do sexo masculino (92,2%), situação que também fica evidente no levantamento internacional (88,1%). Uma grande fatia dos usuários é jovem (59,4% – até 25 anos de idade, BR / 59,5% exterior), estudante (43,7% BR / 45,2% exterior) e com ganhos que não ultrapassam um salário mínimo, especialmente por aqui (48,6% BR). Levando em consideração que, por lei, o salário mínimo brasileiro é de R$ 998 e Resident Evil 2 foi lançado por R$ 249,99 (consoles Xbox One / PlayStation 4 – maioria entre a pesquisa), pode-se dizer que talvez nem todo mundo tenha tido acesso ao título em janeiro deste ano.

Sobre a franquia Resident Evil, quase o total de usuários afirmam que já tinham conhecimento sobre o assunto (99,8% BR / 100% exterior), por um período de mais de cinco anos (98% BR / 90,5% exterior) e se consideram “tradicionais” – jogadores que apreciam a essência original de terror e a estratégia do jogo (91,5% BR / 89,7% exterior). Já em relação ao tempo gasto pelos usuários aos jogos eletrônicos, a maior parte indica entre 4 e 10 horas semanais (43,9% BR / 42,9% exterior) e o YouTube é a principal fonte de mídia de interação social (74,29% BR / 83,3% exterior).

Voltando ao universo de Resident Evil 2, a principal fonte de descoberta do jogo foi a internet (82,5% BR / 88,1% exterior), com usuários que já admitiram conhecer o clássico, de 1998, antes da releitura (78,7% BR / 78,6% exterior). Sobre este cenário, o pesquisador conversou com Bernardo Pepper, que atua em meio a produtos licenciados da Capcom no Brasil, e com o autor desta postagem em específico no REVILRicardo Andretto.

As vendas de Resident Evil 2 também estiveram entre as alternativas do levantamento. No Brasil, 32,1% dizem ter adquirido na pré-venda, outros 35,5% no lançamento e um remanescente de 32,4% que ainda não adquiriu – a pesquisa foi conduzida em março deste ano. O que motivou os jogadores a fazer a pré-compra foi a ansiedade (60,3%) e muitos dos usuários admitiram terem assistido vídeos de influenciadores (69,1%) antes da decisão. “[…] os resultados nos mostram que é essencial a parceria com sites e youtubers a fim de transmitir experiências e informações estratégicas que auxiliam no desejo de compra dos consumidores”, afirma Iallan Sebastião da Silva, autor da pesquisa.

A decisão de reimaginar jogos antigos da Capcom foi aprovada pelos jogadores (95,8% BR / 90,5% exterior). Para ter acesso a todos os resultados da pesquisa em português é só clicar aqui – ou neste link, para inglês. O Iallan contou ao REVIL que foi “aprovado com louvor”. Seu trabalho de conclusão de curso, que teve a participação de 4.787 pessoas na versão brasileira do levantamento.

Fonte: Revil

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